Corporizar

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Temos um corpo.
Pensamos, sentimos e vivemos dentro deste corpo.
Toda a nossa história está guardada nele.
Há sinais que refletem a nossa história: tensão, rigidez, peso, dor são sentidos no corpo. Também são corpóreas as sensações metafóricas como as borboletas no estômago, o congelar, o nó na garganta, o coração partido, a o peso no mundo nos ombros, uma pedra no peito, faca cravada nas costas, o estômago em chamas, engolir sapos, os pensamentos a andar à roda…
Todos estes sinais são sentidos no corpo. A alguns o nosso pensamento dá um nome (uma etiqueta) de acordo com uma aprendizagem: tristeza, frustração, perda, traição… A outros não damos nome e fica a sensação de incómodo e de algo que permanece.
Todos estes sinais, os com etiqueta e os sem etiqueta, desde os mais subtis aos mais intensos chamamos emoções. As emoções são os sinais que sentimos no corpo em resultado de algo que aconteceu externamente. Para nos “avisar” do que se passa e seguirmos o caminho mais apropriado para nós. Claro que há muitas emoções deslocadas e não adequadas à situação. Isso quer apenas dizer que existe um excesso acumulado e que explode com algo muito pequeno – a gota de água.

E porque acontece assim?
O nosso corpo é mais do que fisiologia. Tem matéria e tem algo invisível, e estes dois aspectos estão interligados. Somos um sistema holístico, dinâmico, interdependente e “inter-influenciável”: quando actuamos num dos componentes, todos sofrem uma alteração. Somos o corpo, o comportamento, a mente, o pensamento, o espírito, e subjacente a tudo, a energia que faz parte das partículas mais pequenas de nós: todos os “quanta” que compõem os átomos de cada corpo.
Esta energia é não visível, mas mensurável através de alguns processos.
E esta energia idealmente deveria correr livre e em fluxo constante, para sermos perfeitamente livres de bloqueios. No estado ideal tudo acontece no mundo, a informação entra no fluxo individual de energia e é imediatamente libertada, deixando uma aprendizagem apenas. No entanto, por motivos misteriosos, não acontece assim.
Gosto da dar a imagem de um rio poderoso, limpo, forte, cheio de natureza e vida. Por algum motivo dão-se derrocadas em vários locais, por motivos diferentes. Em cada local, cria-se uma zona de estagnação onde mais detritos do rio se acumulam: pedras, troncos, restos de outras coisas.  Estas zonas começam a bloquear o curso do rio, e quanto mais estagnação há, mais detritos se acumulam até o fluxo do rio ficar seriamente perturbado. Em vez de ser um rio forte e poderoso há um rio poluído e estagnado, com barragens de detritos. Estes detritos são acumular das emoções, histórias da vida, aprendizagens, condicionamentos culturais, sociais, familiares, traumas…  Na história das nossas vidas há um acumular de mau-estar e tudo o mais que tentamos libertar de várias maneiras.

big river - kinfo

E o que fazer com tudo isto?
A resposta que o EFT apresenta, é o seu nome – Técnica de Libertação Emocional. Aquilo que o EFT faz é encontrar e conectar essas emoções guardadas e desvanecê-las através de um processo simples muitas vezes chamado de acupuntura sem agulhas.

E o que acontece a seguir?
Quando a emoção /pensamento se desvanece fica a sensação de leveza, desligamento, alívio. O assunto deixou de ter a importância anterior. E para terminar de modo emporerador, colocamos nesse lugar algo positivo e forte.

E é assim tão simples?
É simples, rápido e eficaz. No entanto, não é mágico 🙂 A prática é necessária, tal como com qualquer outra prática, e leva aos resultados desejados.

E podemos usar em quê?
O criador da técnica, Gary Craig, diz ” experimentem em tudo”. E assim é. Tudo o que produza alívio e leveza já é algo diferente e uma melhoria.
Quando a emoção é completamente libertada, sentimos, pensamos e temos comportamentos diferentes. E é esse o resultado de limpar as barragens estagnadas e o fluxo do rio ser reposto.  É encontrar o equilibro emocional.
É ser, cada vez mais naturalmente, o verdadeiro ser único que somos. Trazer à luz e fazer brilhar a luz que nos anima.

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