Terapia EFT ou Tapping – equilíbrio emocional

(EFT – Técnica de Libertação Emocional) psicoterapia integral: corpo, mente, emoções e energia >>>>> liberte o que precisa de perder. ganhe o que mais deseja.


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Fobia de elevadores

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Simão chegou com uma fobia de elevadores. Contou que esta situação já durava há algum tempo mas que “o medo tem vindo a aumentar e começa a limitar a minha vida”.

Perguntei-lhe o que sentia quando entrava num elevador. Ele explicou que era como se “uma coisa viesse em direção à minha cara e me retirasse o ar”. Começámos então por trabalhar com essa sensação. Recorremos bastante à técnica de visualização e às sensações físicas que o Simão tinha quando entrava em elevadores. Ao sintonizar-me com tudo o que ele estava a sentir, tornou-se intuitivo guiá-lo e ir trabalhando as várias camadas e aspectos do problema (todas as lembranças, pânico interno, ansiedade por se sentir a sufocar, etc.).

Este foi um tratamento bastante rápido, foram precisas apenas duas sessões (4 horas ao todo). No final da primeira sessão, perguntei se podíamos fazer um teste e o Simão aceitou, dizendo que já se sentia confortável para tentar. Levei-o ao elevador do meu prédio e pedi-lhe que entrasse. Ele conseguiu fazê-lo com relativa facilidade, sem se sentir a sufocar.

Quando se encontrou comigo para a segunda sessão, o Simão contou-me que já entrava muito mais facilmente nos elevadores do seu local de trabalho. Trabalhámos nas pequenas sensações que ainda restavam e, no final, fomos até ao elevador novamente. Ele disse que se sentia “bem, como se estivesse em outro local qualquer”. A sua fobia tinha desaparecido.

Esta é uma das características mais incríveis da EFT, a rapidez com que atua. Desde que sejam trabalhados todos os aspetos, todos os pequenos sinais e sintomas que aparecem no corpo, vão-se libertando os pequenos gatilhos que ativam a fobia e esta acaba por ser eliminada.

Se tem alguma coisa que gostaria (ou precisa) de fazer mas que evita por lhe causar desconforto, venha experimentar EFT e mude tudo isso rapidamente.

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Sindrome de pânico e ansiedade

EFT para medo

A síndrome de pânico, um medo paralisante, mas que ao mesmo tempo dá a sensação intensa de ter de fugir, a sensação de que se vai morrer, ficar sem ar, o coração a disparar, formigueiro nos membros e outros sintomas como os pés inquietos…  e mais, é a consequencia de um choque emocional relacionado com algo que aconteceu, quer nos lembremos, quer não nos lembremos de todo.

Estes medo exagerado/pânico está muitas vezes ligado à ansiedade, que é o resultado de uma preocupação exagerada de antecipação de algo que vivenciou e que não se quer voltar a repetir. Relaciona-se muitas vezes com o medo que o ataque de pânico se repita novamente.

Muitas vezes quem tem uma sindrome de pânico relacionado com algo e faz terapia convencional, obtém um resultado de melhoria mas não de resolução total do problema, restando muita ansiedade.

Com o decorrer do tempo, esta ansiedade latente, faz com que ocorram mais ataques de ansiedade, que com o tempo vaão aumentando de intensidade, retomando o pânico de que o ataque de pânico aconteça de novo…

Percebem o esquema? É um sistema que se auto-alimenta permanentemenete…

O EFT é uma abordagem diferente que limpa todo o pânico e a ansiedade, fazendo com que não voltem a acontecer, resolvendo a questão emocional ligada à ansiedade definitivamente. Experimente!


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Abraçar a mudança

dor de mudar

Muitas pessoas conformam-se na situação de ir indo, sobrevivendo, ou escondendo-se da sua dor, ou esperando meses ou anos a fio para que o tempo a apague…
No entanto, observo o que me parece uma perda de tempo de vida, vivida sem alegria ou com a falsa alegria da distração.

Distração? Como? É que em vez de enfrentarem tudo o que for possível enfrentar e investir nesse processo, distraem-se com as tricas dos outros, com compras, concertos, férias.. ou fazer muitas atividades. Nada disto é negativo em si. É até fantástico manter uma vida ativa e diversificada. mas quando se pergunta “como estás?”  está-se sempre “indo”, ou “bem” ou “fui de férias mas devia lá ter ficado”, nota-se uma falta de vivacidade e até de propósito em tanta atividade.

Há realmente assuntos de vida complexos. Nem sempre conseguimos ter capacidade de resolver tudo ou podemos mesmo intervir em algumas coisas. Mas podemos sempre mudar o que sentimos em relação a qualquer coisa. E isso muda tudo!

E se decididamente enfrentasse o dragão no seu armário?
O dragão desaparecia e toda a energia que gasta a mantê-lo preso serve para criar novas oportunidades e novas vidas.
Pode doer um pouco enfrentar as dores, mas com EFT, cada uma delas passa bem rápido. E fica livre para a vida.


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Controlo, fobia, insegurança, ataque de pânico

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Controlar é uma tentativa de manter os acontecimentos previsíveis.  Controla-se quando se desconfia que algo de mal pode acontecer ou que pelo menos aquilo que se deseja que aconteça pode não acontecer. Controlar é ter insegurança, é sentir medo.

Para quem é “controlador” esta sensação de precisar de ter tudo verificado, vigiado, medido, pensado, …  é um imperativo interno que nasceu de uma emoção de medo profundo, muitas vezes num período da vida em que nem existe a noção do medo; nos primeiros meses de vida ou até da vida intra-uterina.

Toda esta tenção existe por um qualquer motivo e representa um gasto de energia e de pensamento enorme que desgasta aos poucos a vida emocional de quem passa por isso. Com o tempo pode até tornar-se num comportamento de obsessivo compulsivo, pânico, rigidez de pensamento e limitar a livre expressão da vida.

Com EFT, podemos chegar a essa emoção, e ir retirando as suas várias camadas, até recuperar um estado de atenção focada mas livre da pressão de controlar. Aprende-se a fluir mais com os acontecimentos e a ajustar-se a novas circunstâncias com facilidade.

Uma das minhas clientes, Maria, de cada vez que saia de casa precisava de cumprir o seu ritual de verificar as janelas, as portas, os eletrodomésticos. Se tudo estava fechado e apagado. Era muito cansativo, demorava muito tempo e o desconforto e necessidade de controlo foi aumentando com o tempo.  Quando chegou à minha consulta estava desconfortável por estar num novo local e não saber o que esperar. No fim da primeira sessão relatou-me que tinha melhorado bastante e já não necessitava de verificar tudo nem tantas vezes.  Gradualmente nas sessões seguintes o pânico de que algo pudesse correr mal foi passando e Maria retomou a sua vida finalmente sem se preocupar com todos assuntos de segurança que tinha sentido antes.

Outra cliente, Sónia, tinha uma questão intima relacionada com um problema intestinal e o uso da casa de banho. Antes de sair de casa tinha de ter a certeza que todas as questões tinham ficado resolvidas a esse respeito, várias vezes. Além disso, a ideia de usar qualquer casa de banho num local público era um terror… a ideia que alguém tivesse a perceção de que ela ia à casa de banho ou o que lá fizesse era impossível.

Apesar de jovem, Sónia, já tinha este problema desde a infância e com o passar dos anos foi-se agravando seriamente. Quando me contactou, estava num pico de controlo, com a sua insegurança num estado elevado fobia, ataques de pânico, muita ansiedade. E sem conseguir sair de casa, pois o problema da casa de banho colocava-se até quando andava de carro. Tudo isto impossibilitava a sua vida normal, pois em cada local a que se deslocava a situação repetia-se. A necessidade de controlar o local da casa de banho, a sua posição dentro de espaço de modo a poder sair sem ser vista, a ideia de que alguém pudesse olhar para ela e perceber que ia à casa de banho… algo que para nós é tão normal, para ela absolutamente incontrolável e dilacerante.

Nas primeiras consultas desloquei-me a sua casa, visto que ela não conseguia sair. E tivemos uma excelente melhoria após a sessão de 2 horas onde abordámos as suas emoções e algumas memórias de onde tudo tinha tido inicio, ela conseguiu ir ao supermercado com um familiar. E foi de carro. Uma enorme vitória.

Com a continuação das consultas focámo-nos nas sensações fisiológicas intestinais, memórias infantis traumáticas relacionadas com a casa de banho na escola, o medo de estar num espaço fechado sem casa de banho, ou medo de estar num espaço e precisar de sair… e mais memórias pouco felizes de vida (como todos temos) mas que juntas ao problema base criavam uma sensação de necessidade de controlar a realidade para se manter a ela segura do julgamento dos outros. Ao fim de algum tempo (eram muitos nós emocionais para resolver) finalmente ficou mais calma em todos os aspetos da vida, conseguindo até ir morar para Bruxelas sozinha e refazer a sua vida profissional e relacional.

Se sente medo exagerado de algo ou se indentifica com algum destes assuntos, ligue-me. Juntos podemos alterar positivamente a sua vida.


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Estudo científico – Clinical EFT

Neste estudo Dawson Church, apresenta um estudo sobre o estado do EFT no mundo e apresenta uma versão de EFT, regulada, com um protocolo sistematizado, de modo a poder entrar no mundo da ciência regulada e a ser aprovado como método recomendado pela Associação Americana de Psicologia.

É um artigo extenso em que se propõe o EFT como um Tratamento Empiricamente Validado e onde se apresentam as conclusões de estudos sobre vários assuntos, nomeadamente:
Problemas psicológicos: ansiedade, stress pós-traumático, fobias e depressão
Problemas fisiológicos: dor e auto-imunidade
Desempenho: cumprir objectivos no desporto, negócios e escolares ou académicos

As conclusões gerais são que o EFT apresenta sempre beneficios, mesmo com poucas sessões, que esses benefícios se mantém ao longo do tempo (dependendo do tipo de condição) e que o EFT pode ser aplicado em sessões individuais ou em grupo obtendo sempre efeitos positivos, sendo seguro e não apresentando efeitos secundários mesmo em auto-aplicação.

TODO O ESTUDO

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Dawson Church, PhD, o sucessor de Gary Craig na manutenção do site EFTUniverse.com, médico e pesquisador na área da saúde mental e psicologia energética, tem um longo percurso científico e apresentou vários trabalhos sobre a medicina alternativa e energética no tratamento de várias desordens emocionais e psicológicas. Tem feito um excelente trabalho na sistematização e divulgação do EFT.
Biografia sobre Dawson


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EFT para Medos e Fobias

Aproximadamente 10% da população sofre de uma ou mais fobias, que podem causar medos intensos, e, frequentemente, impõem severas restrições às vidas das pessoas que delas sofrem. Existem centenas de possíveis fobias, e EFT pode ser eficaz em todas elas.

O que é uma fobia? Para o nosso propósito terapeutico, a fobia é sempre um “medo excessivo”, bem acima de qualquer precaução ou preocupação normal. Deixe-me explicar… os medos são essenciais… até certo ponto. São importantes para a nossa sobrevivência. Sem eles estaríamos a passear no alto dos telhados, ou a tomar arsênico, ou a jogar ténis na auto-estrada. O medo é um mecanismo automático que entra em funcionamento sempre que um perigo nos ronda. Ele “trava” e preserva-nos de danos. Mas, algumas vezes, os medos extrapolam essa sua função. Vão além dos limites de precaução normal e criam uma reação desnecessária e exagerada. Por exemplo, ser cauteloso quando se vê uma cobra ou uma aranha é útil. Algumas delas são perigosas e podem causar-lhe dano. Mas é algo bem diferente sentir o seu coração a bater forte, ou ter dores de cabeça, náuseas, ânsia de vómito, suor, lágrimas e uma longa lista de outros sintomas de medo excessivo. Estas reações são sem sentido, uma vez que não contribuem mais para sua segurança do que uma normal precaução e só servem para criar uma condição miserável para a pessoa fóbica.

É somente este “excesso de medo”… esta parte desnecessária… esta parte que está além e acima de uma precaução normal… que nós definimos como uma fobia.

O que é fascinante em relação a EFT neste contexto é que elimina a parte fóbica do medo, mas preserva a precaução ou preocupação normal. As pessoas, muito frequentemente, espantam-se com a rapidez com a qual uma fobia de toda vida desaparece. Mas o procedimento não as torna tontas. Elas não saltam, subitamente, do alto de um edifício, nem beijam ursos pardos.

O que é interessante, contudo, é que as pessoas que eliminaram uma fobia com EFT, tendem a ter menos medo daquela circunstância fóbica que o público em geral. Quase toda a gente, por exemplo, tem alguma resposta fóbica a alturas. Peça a 100 pessoas para olharem para baixo no topo de um arranha-céus, e a maioria se sentirá pouco à vontade. Essa é uma resposta fóbica, naturalmente, mas para a maioria das pessoas é de pouca intensidade. Não lhes causa, realmente, um problema no seu dia-a-dia.

Por outro lado, aqueles que eliminaram completamente uma fobia de alturas com EFT, nem sequer sentem alguma coisa. Isto causa uma grande surpresa a muita gente, porque a sabedoria convencional ensinou por décadas, que fobias intensas, de longa data, estão “profundamente arraigadas”, e levam meses e anos para serem eliminadas. Com EFT não é bem assim.

Algumas fobias levam mais tempo do que outras para serem neutralizadas, mas isto não é devido à sua intensidade ou duração. É devido à sua complexidade, i.e. à quantidade de aspectos envolvidos. Se uma fobia se mostra “recalcitrante” ao tratamento com EFT, utilize EFT nos eventos específicos que podem estar subjacentes ao medo.

Os exemplos poderiam ser… **Apesar daquela cobra me ter picado quando eu tinha 8 anos… **Apesar de eu ter caído do telhado da escola quando estava no quarto ano… **Apesar de que toda turma se riu de mim quando me esqueci das palavras do meu discurso… E assim por diante.

Estes exemplos fazem parte daquilo que se chama normalmente aspectos. Os aspectos são componentes diferentes da fobia que contribuem para a sua intensidade emocional. Vamos reexaminar a fobia de alturas para esclarecer esta ideia. A maioria dos fóbicos de alturas teve muitos eventos específicos na sua vida quando esteve em pontos altos, e a sua reação fóbica deixou-os com memórias traumáticas. Por exemplo, um senhor que ajudei, tinha uma memória angustiante (aspecto) de estar sentado numa torre de água quando era um garoto pequeno. Não sabia como descer, o que incutiu nele o medo da morte.

Memórias como esta são aspectos separados de uma fobia de alturas, que podem produzir uma reação de medo, quando lembradas em separado.

Uma vez que a maioria das fobias requer que se foque somente um aspecto, algumas rodadas da “Receita Básica”, em geral, resolvem o problema. Você estará livre da fobia em questão de minutos, e, na maioria dos casos, ela não mais voltará.

De qualquer modo, nem você nem eu sabemos quantos aspectos da sua fobia têm de ser focados. Ainda assim, podemos proceder com bastante eficácia. Tudo o que temos que fazer é supor que existem vários aspectos que devem ser focados, e lidar com eles, um a um, até que não exista qualquer intensidade emocional. Quando a sua intensidade emocional estiver reduzida a “0”, você saberá que todos os aspectos relevantes foram focados, e você terá acabado com seu problema.

Perguntas e Respostas

P. Uma vez eliminada a fobia, será que o resultado é permanente ?

Sim. Entretanto, se parece ter voltado é porque quase sempre existem alguns aspectos que não foram focados apropriadamente na primeira vez. Se fizer perguntas sobre o que está ocorrendo, ouvirá falar do medo de um modo diferente. Por exemplo, o fóbico com medo de cobras poderá mencionar sua reação adversa ao modo como a cobra mexe a língua. Se esse aspecto não tiver sido focado quando da aplicação de EFT, então continua sendo um problema. Utilizando EFT com o alvo específico de “língua que mexe” deverá eliminar esse aspecto, e propiciar alívio completo da fobia, a não ser que haja mais aspectos que não foram focados.

Em outros casos, uma nova experiência traumática com cobras poderá disparar de novo a fobia. Nesse caso, você deve somente repetir o procedimento EFT como se fosse uma nova fobia (o que, na verdade, é), e o alívio completo deverá ocorrer em poucos minutos.

P. O que devo fazer se tiver várias fobias?

Lide com elas, uma de cada vez. Por exemplo, certifique-se de que se livrou totalmente da fobia de cobras, antes de se focar na claustrofobia. Então certifique-se que a claustrofobia foi completamente neutralizada antes de tratar do medo de conduzir, etc.

Algumas fobias são rotuladas como sendo “complexas” pelo facto de que são várias fobias embrulhadas em uma. O medo de voar, às vezes, é assim porque envolve (1) claustrofobia, (2) medo de cair, (3) medo de morrer, (4) medo de turbulências, (5) medo de levantar vôo, (6) medo de aterrar, (7) medo dos co-passageiros, etc. Se você os conseguir identificar em sua mente, então são aspectos diferentes, e devem ser focados em separado. Se você tiver uma fobia complexa, mas não tem consciência disso, a utilização persistente da “Receita Básica” deveria ainda assim funcionar. Porém poderá requerer muitas rodadas de EFT até que todas as “interferências” tenham sido neutralizadas. A intensidade poderá subir e decrescer à medida que os diferentes aspectos estão sendo focados.

in “Manual de EFT” de Gary Craig


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Como se cria um trauma emocional e físico

A terapia EFT (ou Método Tapping)  tem como fundamento que cada acontecimento que faz sentir “mal”, desde um incómodo até algo grave, causa um bloqueio, uma marca, no sistema energético do corpo, que se traduz em sintomas físicos e emocionais.

Através da epigenética, sabemos que o “meio ambiente” é um factor de controle no que acontece com as células, condicionando o desenvolvimento correcto ou deficiente ou causando doenças. E para uma célula o “meio ambiente” é tudo. Desde o que se come, até aos compostos bioquímicos que o corpo produz em reacção aos pensamentos e emoções, passando pelo contacto com outros seres exógenos, como bactérias e vírus.

Tudo o que se passa no meio ambiente da célula, activa ou destactiva antenas receptoras próprias para cada “acontecimento” e de cada vez que uma célula se reproduz, reforça a presença de determinadas antenas que por sua vez são a representação de um acontecimento.

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Imagine um momento em que viveu uma situação de medo intenso associado, digamos a uma barata – só para ser um assunto simples.

Acontecem várias coisas nesse momento.

Primeiro o cérebro percepcionou, por algum motivo, a barata como algo perigoso. A seguir dá ordens ao corpo para produzir uma grande quantidade de bioquímicos como o cortisol e adrenalina para preparar o corpo para lutar ou fugir.

Estes químicos transformam o “meio ambiente” da célula activando muitas das suas antenas receptoras destes químicos e inundando o interior da célula com esta informação de perigo. A célula, interiormente, cria químicos de resposta a esta inundação e conforme o local do corpo, liberta ou absorve açúcares, abranda até ao estado mínimo ou acelera incrivelmente. Todos conhecemos os sintomas de um acesso de stress: respiração e coração acelerado, tensão muscular, estado de alerta nos sentido, olhos e ouvidos preparados para perceber o que se passa em volta e todos os músculos prontos para lutar ou correr sem parar.

E assim está criado um nó. Um medo, racional ou não, não importa, resulta numa alteração do meio ambiente da célula, que altera por sua vez a própria célula ao nível da activação e desactivação de genes no ADN, o que cria dentro de si uma representação da percepção e da experiência de perigo e apesar de os valores baixarem no corpo em geral, este acontecimento deixou uma marca na célula.

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Quando for altura desta célula se reproduzir, irá reproduzir-se tal como está, com esta marca. e o número de células afectadas irá aumentar, tal como uma sensação de desconforto no corpo, um aumento do estado de alerta e de excesso de produção de químicos desnecessários. A longo prazo, níveis elevados de stress, nem sempre consciente, produzem grandes estragos no delicado estado de equilíbrio e saúde, criando dificuldades em dormir, concentrar-se, aumento de peso, problemas cardíacos e de um modo geral uma sobrecarga no organismo.

E por fim, tudo isto criou uma memória, associada a um estado emocional, físico e energético que vai desde uma percepção até todas as células e ao mundo intracelular.

Foi instalado um medo de baratas. Com o tempo a associação cérebro/corpo vai repetindo este acontecimento ao nível da memória, reforçando de cada vez todo o sistema e criando uma reação cada vez mais instalada, reforçada e profunda. De cada vez que encontra uma barata tudo acontece de novo com uma intensidade maior. E mesmo quando não vê uma barata, essa reacção vai crescendo, via reforço da memória. Por fim, só a vaga ideia de um dia poder eventualmente ver uma barata causa tanta reacção como ver efectivamente uma. Está instalada uma fobia intensa.

Como o EFT lida com isto?

É simples. Cada sintoma, cada aspecto, é trabalhado separadamente de modo a libertar a energia associada ao nó emocional e físico.  É uma reprogramação cerebral e física rápida, suave e efectiva. Vamos indicar ao cérebro que aquilo que percepciona como perigo, não o é.  E programar uma nova de reacção de tranquilidade e calma perante a mesma situação.

Neste exemplo falámos de uma barata e de uma fobia, mas o principio é o mesmo para qualquer evento ou situação emocional , pois como se percebe, as emoções causam sintomas físicos e os sintomas físicos acabam por reforçar o lado emocional.